terça-feira, 26 de agosto de 2008

MEU PROPÓSITO
Porque quer participar do Guerreiros Sem Armas?

“Guerreiros sem armas” é uma iniciativa muito interessante e que me instigou. Quero poder contribuir com os meus conhecimentos na comunidade que será o foco da ação em Santos.
Desejo conhecer novas pessoas, adquirir novos conhecimentos e crescer.
Desejo conseguir organizar minhas idéias para conseguir elaborar projetos em outras comunidades.
Desejo conhecer novas culturas e experiências.
Desejo trocar idéias e conhecimentos.
Creio que estou sendo prolixa, mas é o que desejo: conhecer, aprender, ajudar e disseminar.


MEU COMPROMISSO
O que pretende fazer na volta do programa?

Pretendo colocar em prática os meus conhecimentos adquiridos. Então realizar um projeto, inicialmente, na minha região e aplicá-lo. No futuro pretendo poder aplicar em mais regiões.
Também pretendo disseminar os conhecimentos adquiridos e quem sabe formar grandes parcerias.
Sonho em poder formar grupos com as pessoas que irei conhecer no programa, onde em cada momento nos reunimos em torno de uma região e aplicamos projetos, com a comunidade, que as beneficie. A princípio poderemos nos concentrar nas regiões onde cada membro da equipe reside, assim poderemos conhecer diversas culturas. E no futuro poderemos ampliar estas ações!

MINHA AÇÃO
Como você pensa que a experiência aqui, vai te influenciar ou te ajudar a agir onde você está?

Moro em uma região periférica, com altos índices de pobreza e violência. Hoje me sinto com as mãos atadas, não sei o que fazer para ajudar, além é claro de "pequenos" gestos de solidariedade que é claro que ajuda, mas gostaria de fazer algo que mobilizasse a comunidade inteira.
Creio que a minha experiência no programa e as pessoas que conhecerei, me ajudem a conseguir pensar em como eu posso fazer para ajudar a comunidade de forma mais ampla.

domingo, 24 de agosto de 2008

Quem Estou?
Quem você está agora, nesse momento da sua vida?
Como se sente?
Quais são suas dúvidas profissionais?
Quais são os seus sonhos?
Quais são os seus desafios?

Quem estou?
Creio que ao responder “quem sou eu”, já tenha respondido um pouco dessa questão, então tentarei não repetir e falar mais de quem estou.
Estou em um momento de dúvidas na minha vida. Quem estou, está diretamente relacionado com as minhas dúvidas profissionais, com meus sonhos, com os meus desafios e com os meus sentimentos. Tudo está entrelaçado e é difícil fazer uma distinção, mas tudo se resume em dúvidas, frustrações, realizações, esperanças e sonhos.
Formei-me há oito meses em psicologia e sempre tive o sonho de poder trabalhar na área que gosto e conseguir conciliar com a minha outra profissão: atriz. Como fazer isso se a maioria dos trabalhos são de 40 horas semanais e alguns, inclusive, se trabalha aos finais de semana?
Adoraria não depender de dinheiro, mas preciso me alimentar e no mundo em que vivemos sem dinheiro não se consegue nem comida. Aliás, esta questão me incomoda muito! A maioria das pessoas tem que trabalhar muito, muitas vezes em empregos que anulam seu ser para conseguirem sobreviver, mas a sobrevivência não é um direito de todos? O abrigo e o alimento não são direitos naturais? Se forem, porque existem tantas pessoas que dormem nas ruas, que ficam sem comer durante dias ou pessoas que trabalham apenas para comer?
É interessante como as pessoas sempre separam a vida em profissional e em pessoal, como se as duas estivessem dissociáveis. Sendo que na verdade elas fazem parte da mesma pessoa. Eu mesma utilizo estes termos por escutar tantas vezes as pessoas a repetindo, mas porque o fazem? Exatamente por se sentirem obrigadas a trabalharem e se anularem no trabalho. E por tentarem ser elas mesmas na “vida pessoal”. Não quero viver assim, quero algo onde possa ser eu mesma em todos os momentos da minha vida.
O trabalho deveria ser gratificante, um lugar onde a pessoa se sinta bem e o dinheiro seja apenas uma conseqüência e não o motivo de se trabalhar.
É através dessas crenças que tento não me anular e assim brigar contra o sistema capitalista “selvagem”. Quero poder fazer o que gosto, trabalhar em algo que possa ajudar outras pessoas, quero poder me expressar através da arte e o dinheiro que vier disso, que seja uma conseqüência e quem sabe eu possa, inclusive, poder comprar um prato de comida para alguém que esteja sem comer a dias? Ou melhor: poder dar um emprego digno a alguém, onde ela se sinta bem e assim possa multiplicar este bem estar?
Moro em uma cidade, São Paulo, enlouquecedora. As pessoas não se olham nos olhos, se empurram, xingam no trânsito, homens se aproveitam de mulheres nos transportes públicos, carros não dão preferência para pedestres e se você cumprimentar um desconhecido na rua a própria pessoa estranha e te ignora. Já pensaram que diferença faria se cada pessoa trabalhasse no que gosta, sem pensar no dinheiro? Talvez este quadro também se modificasse um pouco.
Quem estou? Estou inconformada com a realidade social, com os desprezos das pessoas, do estresse da cidade, da falta de solidariedade, da falta de tolerância com as diferenças, com a injustiça, com o fato de ter medo dos policiais, quando eu deveria poder confiar neles. Inconformada com milhares de pessoas passando fome no mundo e outras tantas desperdiçando comida, inconformada com os feirantes que ao invés de doarem as frutas que sobraram, as jogam no chão. Estou inconformada com o egoísmo de algumas pessoas, com o egocentrismo, com o etnocentrismo. Inconformada com o desmatamento, com a extinção de espécies e culturas. Inconformada com a violência em todos os graus, desde um “tapinha” no filho até devastações de cidades e países. Inconformada com a falta de diálogo e soluções de conflitos primitivas. Inconformada pela falta de lideranças positivas para o povo. Inconformada pelo conformismo da sociedade ao ver, perceber todas as questões levantadas e se calarem ou mesmo repetirem estes atos, achando que não existem outras soluções. Inconformada de escutar: “-O país não tem solução” ou “É bandido? Tem que morrer!” Tem que morrer? Se matarmos o ladrão ou o assassino, não nos tornaríamos iguais a eles? Será que a solução é punir? “Punir e Vigiar...” A maioria das sociedades assim funcionam, como Foucault descreve em seu livro. Mas o mundo não está caótico? Creio que vigiar e punir é um sistema falido e assim mesmo a população continua querendo mais punição. As pessoas deveriam ler Foucault. Não me conformo com estas questões. Acredito na educação. Acredito que em uma sociedade mais justa e solidária, a criminalidade diminuiria. Estou inconformada, triste e revoltada.
Estou tentando não me “contaminar”, mas estou me sentindo frustrada nas minhas tentativas. Frustrada, mas ainda com esperanças. Esperança... É o que me move e me dá forças a continuar. É o que não me faz desistir de fazer aquilo que acredito. Que me faz não desistir de acreditar no ser humano. É o que me faz continuar com os me valores. É o que me faz não me anular. É o que me faz continuar sonhando. Sonhar...Tenho tantos sonhos...Alguns já realizados, como conseguir me formar em teatro e em psicologia. Em construir laços fortes com pessoas maravilhosas. E ver crianças e adultos sorrindo por terem conseguido ver e viver uma outra vida, a que eles sonharam. Outros sonhos ainda estão nas “nuvens”, mas pretendo concretizá-los, como conciliar as minhas profissões. Como me sustentar fazendo o que gosto. Fazer um curso de paisagismo. Fundar uma ONG. Ver mais pessoas sorrindo e mais pessoas sorrindo...Sorrindo...Gostaria de ver este mundo caótico em harmônico. Gostaria que as pessoas se cumprimentassem nas ruas. Gostaria que os que possuem condições financeiras que auxiliassem os que não possuem abrigo, os que passam fome. Sonho também em conseguir um equilíbrio psíquico. Utopia? Creio que todas as utopias são sim atingíveis, porém difíceis. Estes são os sonhos ou desafios? Creio que os nossos sonhos para saírem das “nuvens” necessitam de força, coragem, determinação e isto são grandes desafios. Estas qualidades eu possuo, realizá-los são os meus desafios.

Se seus sonhos estiverem nas nuvens, não se preocupe, pois eles estão no lugar certo; agora construa os alicerces.

Na mesma medida em que você não pode perdoar o próximo por ser diferente, você está distante da sabedoria.

Se a tranqüilidade da água permite refletir as coisas, o que não poderá a tranqüilidade do espírito?
Ditados chineses.
Chuang Tzu

domingo, 3 de agosto de 2008

Quem eu sou?

Como responder esta questão em algumas linhas, quando o “ser” transcende palavras? Quando a cada dia eu me “des-cubro” e me modifico? Quando nem eu mesma conheço a minha essência?
Somos seres complexos e nunca nos conheceremos totalmente. Podemos aprender conosco mesmo, podemos descobrir algumas artimanhas de nossa psique e nos aproximarmos cada vez mais da nossa totalidade, mas como o mundo é dinâmico, nós também o somos. A cada dia nós aprendemos coisas novas e com isso nos modificamos.
Posso tentar descrever algumas questões que eu já me “des-cobri” e no momento é como eu “estou”. Sou uma pessoa que se preocupa com o ser humano e com os demais seres vivos do planeta. Muitas vezes eu deixo de fazer coisas em meu benefício para ajudar quem está precisando, isto já me trouxe até alguns problemas pessoais, mas me sinto bem assim.
Sou uma pessoa que desde pequena tive contato com a área da Educação por minha mãe ser professora. Eu a acompanhava nas escolas públicas e tive contato com esta realidade social. Com sete anos me mudei para um bairro periférico da cidade de São Paulo, comecei a me preocupar com esta realidade e me envolvi com projetos sociais. Devido a esta minha característica e por querer compreender melhor o ser humano, fui fazer faculdade de psicologia. Aprendi e me modifiquei. Comecei a atuar não mais com enfoque assistencialista e sim educacional. Compreendo que em situações emergenciais as necessidades básicas devem ser supridas, mas é importante que eles também aprendam a “pescar”.
Também sou uma pessoa que gosto de me expressar através das artes, em especial através do teatro. Conhecendo este aspecto da minha psique eu fiz curso técnico em teatro.
Sou uma pessoa que adora descobrir e experimentar novas coisas. Por isso meus pensamentos são dinâmicos.
Aqui descrevi alguns dos meus gostos e um pouco da minha história. Talvez ao me conhecerem pessoalmente tenham outras impressões, já que cada um julga o outro através de suas próprias experiências e valores. As minhas palavras aqui escritas também podem ser interpretadas de diversas formas.
Gosto de conhecer novas pessoas e com elas aprender novas idéias, experiências e valores.
Aqui termino a minha descrição de uma minúscula parcela do meu atual estado. Caso desejem me conhecer mais, podemos nos corresponder!